Na primeira linha das anotações, aparecem, nessa ordem, o número do livro lido, a data em que terminei a leitura, o título do livro e o nome do autor.
Esse é um livro que deveria ser sobre Olive Kitteridge, a
esposa de Henry Kitteridge, o farmacêutico de uma pequena cidade de Vermont ou
Rhode Island. O livro inicialmente é muito bem escrito, as descrições são
claras, as metáforas são muito bem feitas. Essa deve ser a explicação pelo
Prêmio Pulitzer que ganhou: os avaliadores leram apenas as primeiras cem ou
duzentas páginas. A vida do casal Kitteridge é muito comum, plana, sem turbulências. Tanto que a autora passa a descrever outros
casais com vida um pouco mais agitada e faz alguma ligação com Olive, que teria
sido a professora de matemática dos filhos deles. A partir de algum ponto, a autora desiste de
vincular as histórias a Olive, mas a leitura continua ruim, chata, e
desinteressante.
