O fantasma de um velho
percorre as ruas de Barcelona. Ou é um velho escritor rememorando um amigo filólogo
falecido? A alma do filólogo se
apresenta como se viva fosse e não poupa nada nem ninguém com seus impropérios
e reflexões filosóficas sobre os mortos e a morte. O pensamento que melhor
ilustra o livro é este: “Vivo de verdade ninguém está, essas são ilusões dos ingênuos.
Dia após dia estamos morrendo um pouco. Viver é morrer-se. E morrer-se, em
minha modesta opinião, não é mais que acabar-se de morrer”.
O livro parece mórbido, mas às vezes
é engraçado, principalmente quando zomba dos muçulmanos, do papa, do
cristianismo, da política colombiana e da feira sobre literatura colombiana
para a qual foi convidado a discursar. A
linguagem do livro é poética e concisa como a de um poema.
