quinta-feira, 24 de maio de 2018

La Rambla paralela - Fernando Vallejo

Na primeira linha das anotações, aparecem, nessa ordem, o número do livro lido, a data em que terminei a leitura, o título do livro e o nome do autor.

809 (23-05-2018) – La Rambla paralela – Fernando Vallejo
             O fantasma de um velho percorre as ruas de Barcelona. Ou é um velho escritor rememorando um amigo filólogo falecido?   A alma do filólogo se apresenta como se viva fosse e não poupa nada nem ninguém com seus impropérios e reflexões filosóficas sobre os mortos e a morte. O pensamento que melhor ilustra o livro é este: “Vivo de verdade ninguém está, essas são ilusões dos ingênuos. Dia após dia estamos morrendo um pouco. Viver é morrer-se. E morrer-se, em minha modesta opinião, não é mais que acabar-se de morrer”.

            O livro parece mórbido, mas às vezes é engraçado, principalmente quando zomba dos muçulmanos, do papa, do cristianismo, da política colombiana e da feira sobre literatura colombiana para a qual foi convidado a discursar.  A linguagem do livro é poética e concisa como a de um poema.             


quarta-feira, 2 de maio de 2018

Pachinko – Min Jin Lee

Na primeira linha das anotações, aparecem, nessa ordem, o número do livro lido, a data em que terminei a leitura, o título do livro e o nome do autor.


808 (27-04-2018) –Pachinko –Min Jin Lee
             Esse romance principia em 1910 quando o Japão invade a coreia. Hoonie, um deficiente físico com lábio leporino, muito trabalhador, inteligente e simpático tem um casamento arranjado com Yangjin quando ele completou vinte e oito anos.  O casal continua morando na casa de seus pais que sublocavam quartos para pescadores e cultivavam uma horta comercial na pequena ilha de Yeongdo, ao lado de Busan, uma cidade portuária no sul da Coreia.  Tiveram uma filha Sunja sem as deformidades do pai.  Corria o ano de 1932, quando o Japão invade a Manchuria. Sunja cresceu bonita e conheceu e amou Hansu, um rico comerciante coreano-japonês, e se deixou seduzir por ele. Quando lhe informou que estava grávida, ele disse-lhe que era casado e que tinha filhos no Japão.  Mas, um dos hóspedes mais queridos da casa, o reverendo Isak, se condoeu dela e a esposou. Logo depois se mudaram para o Japão onde nasceu o filho de Hansu e um ano depois, o de Isak.
A autora esconde os personagens numa fazenda no interior do Japão em 1945, onde trabalham pela comida e pela hospedagem.  Assim evita descrever a destruição causada pelos bombardeios e os efeitos da guerra na população.
            O resto do livro relata a discriminação sofrida pelos coreanos imigrantes e pelos filhos dos coreanos nascidos no Japão, antes e depois da guerra. Toda essa parte é menos curiosa, menos intensa e até mesmo desinteressante.