segunda-feira, 28 de outubro de 2024

Cinéfilo 2 – Roberto D`Arte

Na primeira linha das anotações, aparecem, nessa ordem, o número do livro lido, a data em que terminei a leitura, o título do livro e o nome do autor. 


886 (25-10-2024) – Cinéfilo 2 – Roberto D`Arte, Editora Cajuína, SP, 2023. 83 p.

             As “Entrelinhas filosóficas em obras cinematográficas”, subtítulo do livro, enriquecem as resenhas dos filmes com um elemento intelectual de grande relevância.

            Na crônica sobre o filme “A vila”, Roberto D’Arte convoca o filósofo inglês Thomas Hobbes (1588 – 1679) para dizer que “o ser humano não nasce com o instinto de sociabilidade”. Por isso torna-se importante a existência de uma sociedade política organizada para que ele se interaja e contribua para o bem comum.

            A resenha do filme “Expresso do Amanhã”, um trem com 1001 vagões transportando cerca de três mil seres humanos em busca de um lugar para sobreviver no planeta pós-apocalíptico, é muito bem escrita. O autor busca nos filósofos Jean-Paul Sartre (1905-1980) e Schopenhauer (1788-1860) o tom pessimista quanto ao futuro da humanidade, representado pela terra destruída e pelo trem viajando sem destino. O autor conclui a resenha com uma reflexão otimista e política: “O trem ... é a prova de que nenhuma catástrofe ... será capaz de fazer a humanidade se construir em torno da igualdade de classes e de uma divisão justa das condições matérias necessárias a uma sobrevivência digna.”

            Nessas crônicas há muitos temas capazes de proporcionar boas discussões.

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domingo, 20 de outubro de 2024

Cinéfilo – Roberto D`Arte

Na primeira linha das anotações, aparecem, nessa ordem, o número do livro lido, a data em que terminei a leitura, o título do livro e o nome do autor.


885 (18-10-2024) – Cinéfilo – Roberto D`Arte, Editora Cajuína, SP., 2018. 122 p.

             O subtítulo “Entrelinhas filosóficas em obras cinematográficas” explica muito do conteúdo. As crônicas, ilustradas com cenas de filmes, são muito bem escritas. Algumas narrativas flutuam sobre os filmes, incluindo a ficha técnica deles, e daí extraem elementos filosóficos de autores famosos. Os leitores, que assistiram aos filmes recordam maravilhados as passagens e se surpreendem com os conceitos filosóficos aos quais estão associados. É uma incitação a rever filmes como Spartacus, Matrix, A paixão de Cristo, O ano em que meus pais saíram de férias, e ver alguns menos destacados como Por um fio, O Curioso caso de Benjamin Button, Encontro marcado... Outras crônicas partem de uma mensagem filosófica e desaguam num filme que a ilustra perfeitamente, é o caso de Um dia de fúria.

            Lendo Cinéfilo, o leitor se diverte recordando filmes vistos, ao tempo que aguça sua memória com elementos filosóficos muito atraentes. O certo é que Roberto D`Arte, numa roda de discussão de cinema, literatura e filosofia, sempre será o centro de convergência dos debates.

            Foi muito bom ler Cinéfilo! 

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sábado, 12 de outubro de 2024

O Grito Amarelo - José Vecchi de Carvalho

 Na primeira linha das anotações, aparecem, nessa ordem, o número do livro lido, a data em que terminei a leitura, o título do livro e o nome do autor.


884 (11-10-2024) – O Grito Amarelo - José Vecchi de Carvalho, Editora Ipêamarelo, Itajaí, 2024. 126 p.

            São quatorze contos diferentes e não têm mais que dez páginas. Os temas são encantadores, muito bem escritos no estilo claro, conciso, e preciso do autor. São engraçados, tristes ou saudosos. Todos conduzem o leitor ao amor platônico da adolescência, à primeira namorada, à querida professora do ensino fundamental ou médio, às peladas nos campos empoeirados, às brigas com um ou outro colega, aos amigos do futebol, do cinema e de uma ou outra traquinagem, à tristeza das separações, às vivências diferentes como a da namoradinha com quem ia de mãos dadas para a escola, e que, adulta, é induzida à prostituição pela mãe.

            Todos os contos têm grande relevância admiravelmente construída pela arte literária do autor, e são emocionantes. Vale a pena conferir.


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