Na primeira linha das anotações, aparecem, nessa ordem, o número do livro lido, a data em que terminei a leitura, o título do livro e o nome do autor.
886 (25-10-2024) – Cinéfilo 2 – Roberto D`Arte, Editora Cajuína, SP, 2023. 83 p.
As “Entrelinhas filosóficas em obras
cinematográficas”, subtítulo do livro, enriquecem as resenhas dos filmes com um
elemento intelectual de grande relevância.
Na crônica sobre o filme “A vila”, Roberto
D’Arte convoca o filósofo inglês Thomas Hobbes (1588 – 1679) para dizer que “o
ser humano não nasce com o instinto de sociabilidade”. Por isso torna-se importante
a existência de uma sociedade política organizada para que ele se interaja e
contribua para o bem comum.
A resenha do filme “Expresso do
Amanhã”, um trem com 1001 vagões transportando cerca de três mil seres humanos
em busca de um lugar para sobreviver no planeta pós-apocalíptico, é muito bem
escrita. O autor busca nos filósofos Jean-Paul Sartre (1905-1980) e Schopenhauer
(1788-1860) o tom pessimista quanto ao futuro da humanidade, representado pela
terra destruída e pelo trem viajando sem destino. O autor conclui a resenha com
uma reflexão otimista e política: “O trem ... é a prova de que nenhuma
catástrofe ... será capaz de fazer a humanidade se construir em torno da igualdade
de classes e de uma divisão justa das condições matérias necessárias a uma
sobrevivência digna.”
Nessas crônicas há muitos temas capazes de proporcionar boas discussões.
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