terça-feira, 29 de janeiro de 2019

The Black Orchestra – JJ Toner

Na primeira linha das anotações, aparecem, nessa ordem, o número do livro lido, a data em que terminei a leitura, o título do livro e o nome do autor.

818 (20-01-2019) – The Black Orchestra – JJ Toner
             Nas primeiras horas do dia 14 de outubro de 1939, a inexpugnável defesa da base naval inglesa de Scapa Flow no arquipélago Orkney foi quebrada pelo submarino alemão U47.  Navegando com grande competência, a tripulação do submarino torpedeou e afundou o gigante destroier Royal Oak e o cruzador Repulse. O U47 retornou a sua base no mar mediterrâneo sem ter sido detectado.
            O resto do livro trata da rede de contra espionagem denominada The Black Orchestra, que se iniciou como uma confraria de colegas jogadores de xadrez na universidade.  Após a universidade, todos trabalhando em altos escalões do governo, não aceitando as atitudes do Terceiro Reich, decidiram se organizar para salvar a Alemanha e destruir o governo nazista. 
            A história começa em março de 1940 no gabinete de Kurt Müller, da Abwehr, que traduzia para o alemão as mensagens enviadas via código Enigma pelos espiões alemães espalhados na Inglaterra e Irlanda entre outros destinos. O principal boicote feito pela agremiação foi não divulgar para o Reich que os ingleses haviam quebrado o código Enigma.  Assim, os alemães continuaram utilizando o código, o que facilitava aos ingleses identificar as posições dos submarinos e navios de guerra alemães. Somente a partir da quebra do código Enigma, os ingleses perderam menos navios do que conseguiam fabricar.

            O romance de Kurt e Gudrum amarra a história, mas não me estimulou a ler os outros três livros do autor sobre o mesmo tema.

                                                        
                                                                         

segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

Visconde do Rio Branco-Notas para sua história – Oiliam José

Na primeira linha das anotações, aparecem, nessa ordem, o número do livro lido, a data em que terminei a leitura, o título do livro e o nome do autor.


817 (11-01-2019) – Visconde do Rio Branco-Notas para sua história – Oiliam José
            D. Irene, esposa de João Primo, emprestou-me esse livro publicado em 1952, encadernado e muito bem conservado.  Eu estava visitando a família, em Monte Celeste, em decorrência do falecimento do Sr. João Crispim Teixeira, o João Primo, meu amigo. Entre um assunto e outro, eu disse que estava escrevendo um livro cujo título seria “Monte Celeste”, onde tive um sítio por mais de trinta anos.  D. Irene, após oferecer-me algumas informações sobre o distrito, trouxe-me esse compêndio que tem sido de grande ajuda na construção histórica de lugares, paisagens e fatos.
                O primeiro capítulo trata dos primitivos habitantes da região da poaia ou ipeca, uma planta medicinal importante no tratamento de doenças das vias respiratórias. Essa área abrangia desde a Aldeia do Chopotó, hoje Visconde do Rio Branco, o alto da Serra de São Geraldo e arredores. Os exploradores, bandeirantes ou colonizadores, segundo capítulo, buscavam ouro, pedras preciosas, mas se contentaram com o comércio da poaia. Trocavam a ipeca colhida pelos índios Coroados, Coropós, Puris e Caetés por cachaça ou missangas. O primeiro desbravador da região foi o Capitão Francisco Pires Farinho que chegou à Aldeia do Chopotó em 1752. Novas levas de colonizadores invadiram a região em busca da poaia, trazendo doenças, crimes, maltrato aos índios e exploração. Os Caetés se rebelaram. Os que sobreviveram à escaramuça foram presos em uma paliçada posteriormente transformada em presídio para malfeitores, exilados políticos, e índios.  O local ficou conhecido como Arraial do Presídio por muitas décadas até ser declarado cidade com o nome de Visconde do Rio Branco.  Outro colonizador importante foi Guido Thomas de Malière, um francês que chegou ao Brasil com a corte de D. João VI, em 1808, e algum tempo depois se encontrava com a esposa no Arraial do Presídio.  Foi nomeado Diretor Geral dos Índios de Minas Gerais em 1824 com a função de apaziguar os bravios Botocudos, do vale do Rio Doce.  Faleceu em sua fazenda na Serra do Onça.  Várias histórias são narradas, completando as informações, o que torna o livro uma importante fonte de conhecimento, de leitura muito agradável.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

Céu Azul - Júlio Paixão

Na primeira linha das anotações, aparecem, nessa ordem, o número do livro lido, a data em que terminei a leitura, o título do livro e o nome do autor.


816 (25-12-2018) – Céu Azul – Júlio Paixão
            É um livro de trinta e três ótimos contos e um prefácio muito bom sobre como escrever contos, de Wantuelfer Gonçalves. Os contos são tão bons que me fizeram parar a leitura de “The Black Orchestra”, de JJ Toner, que é muito bom de ler, e só retomá-la ao final de “Céu Azul”.  Na verdade são trinta e quatro contos, mas o último, exatamente o que dá título ao livro, pareceu-me fora de época: o cenário não é atual e os diálogos são pouco convincentes.  O tema retrata o ciúme respeitoso do irmão, André, dois anos mais novo, pela noiva e futura esposa do irmão, Rafael.  O casamento rico é muito bem descrito, mas transcorre sem nenhuma turbulência.  Até a Mercedes-Benz presenteada ao noivo parece natural nesse matrimônio. O fecho do conto é interessante. O buquê jogado pela noiva cai no colo de André, distraído, sentado próximo ao palco.  Ele o retém, aceitando a gozação dos amigos.  Aparece a linda Silvinha e lhe pede um ramo de flores para obter um pouco de sua sorte, lhe diz com um olhar e um sorriso que lhe parecem os de sua futura esposa.  Será?  O autor não revela.  Mesmo esse conto, visto com boa vontade, é bom; mas os outros são realmente muito melhores, sem defeito, são ótimos.