PULVERIZAÇÃO AÉREA DE LARVICIDA
PARA EXTERMINAR
COM O AEDES AEGYPTI
A incompetência no combate à Dengue é evidente nas
estatísticas crescentes da incidência da doença, no número de cidades em que a
doença se tornou endêmica e no número de mortos pela doença. O número de casos de dengue, no Brasil, no primeiro
trimestre de 2015 cresceu 240,1%, chegando a 460,5 mil casos. Já o número de mortos pela doença, no mesmo
país e período cresceu 29,0%, isto é, morreram 132 pessoas. Os dados são em
relação ao primeiro trimestre do ano anterior (Ministério da Saúde). A incompetência é alarmante pela ausência de
medidas eficazes de combate ao Aedes Aegypti transmissor da dengue, da febre
amarela urbana, da chicungunha e da febre zika relacionada aos casos de
microcefalia. Durante décadas combate-se a dengue no Brasil com panfletos,
colheres de pó em ralos e vasos de planta e, ocasionalmente, em alguma cidade,
com o fumacê. Será que não houve tempo suficiente para se perceber que esta
estratégia não é suficiente ou não está correta? As práticas
tradicionais de combate à dengue são úteis nos estágios iniciais da doença ou
quando a praga do mosquito está controlada.
Mas, na maior parte das vezes, apenas servem ao poder público para
culpar as vítimas da dengue pela doença que elas contraíram. Servem também como uma boa desculpa para não
se inovar no combate ao mosquito e acabar com a doença.
Especialistas da área afirmam, ora, que o Aedes Aegypti
tem hábito doméstico, ora, que prefere os espaços abertos. Portanto, é preciso atacá-lo nos dois
espaços. Os aspersores encontrados nos
supermercados, devidamente recomendados pelos agentes da saúde, são importantes
para eliminar os mosquitos dentro das casas.
Mas
o que fazer com os mosquitos que vivem nos espaços abertos e geram suas larvas
em pântanos, charcos, brejos, pneus, calhas, garrafas, lixões, depósitos de
ferro velho, piscinas abandonadas, poças de água? Para esses, os agricultores já nos ensinaram
há muito que a pulverização aérea com aviões ou drones resolve o problema. Aí está a sugestão que este artigo
disponibiliza como alternativa para exterminar com o Aedes Aegypti e até mesmo com
o mosquito Anopheles causador da malária: a pulverização aérea via aplicação de
larvicida, como é feito na Flórida, nos Estados Unidos, ou inseticida
apropriado, como o já aplicado via fumacê ou outro indicado pelos técnicos
competentes. Seria utilizado em situação
de emergência, em municípios em que as doenças se tornaram epidêmicas. Os
mosquitos, nos espaços abertos, estarão expostos ao inseticida lançado pelos
aviões ou drones e serão eliminados. E
quanto às larvas que estão dentro da água?
Elas serão eliminadas pela aplicação de larvicidas via aviões
pulverizadores ou drones. É evidente que
a periodicidade das aplicações, altitude do lançamento, velocidade da aeronave,
tipo e dosagem do inseticida ou larvicida serão informações, recomendadas e
exigidas pelos técnicos do Ministério da Saúde.
Como
a pulverização do inseticida ou larvicida seria efetivada? O Ministério da Saúde autorizaria e disponibilizaria
recursos para as prefeituras contratarem as empresas de aviação agrícola ou
outra com a capacitação adequada na realização de pulverização aérea de
inseticida e larvicida.
Após
essa primeira fase de pulverizações aéreas nas cidades em situação epidêmica,
deve-se estender esse programa aos outros municípios com índices elevados
dessas doenças até sua completa extinção.
Não se está pretendendo nada de extraordinário. Está-se
apenas sugerindo a aviação para substituir o “exército de mata mosquitos” de
Oswaldo Cruz que no início do século XX erradicou a febre amarela no Rio de
Janeiro e em grande parte do Brasil.
Deve-se
ficar claro que nos municípios em que a doença não atingiu patamares
alarmantes, os métodos modernos de controle biológico, o saneamento e os
métodos tradicionais de combate ao mosquito devem ser incentivados.
Inúmeras
desculpas existem para não se usar a aviação para acabar com a dengue, a febre
amarela urbana, a chicungunha, a febre zika e a malária. Uma delas é a da resistência adquirida pelos
mosquitos. Mas, sabe-se que mosquito
morto não apresenta resistência. Outra
desculpa é a do custo da aplicação, mas se um fazendeiro consegue fazer
aplicações periódicas para acabar com uma praga ou doença, uma prefeitura
também pode fazê-lo. Todas essas
desculpas e outras não mencionadas, ante uma situação de epidemia em que
pessoas estão morrendo em número alarmante e crescente e outras tantas sendo
acometidas pela microcefalia são apenas demonstrações de incompetência
administrativa e descaso com a saúde da população.