Na primeira linha das anotações, aparecem, nessa ordem, o número do livro lido, a data em que terminei a leitura, o título do livro e o nome do autor.
868(15-03-2023) – A Pós-Graduação no Brasil – Ernane Corrêa Rabelo. Viçosa, MG: Ed.UFV, 2021. 232 p.
Esse livro traça a história da
pós-graduação stricto sensu no Brasil e, mais detalhadamente, na
Universidade Federal de Viçosa (UFV). Prova com documentos e depoimentos
inúmeros que a primeira tese de mestrado foi defendida em 19 de dezembro de
1961 na Universidade Rural do Estado de Minas Gerais (UREMG), hoje Universidade
Federal de Viçosa (UFV), por José de Almeida Soares sob a orientação do
Professor Flávio Augusto d’Araújo Couto, na área de agronomia.
Os primeiros programas de
pós-graduação stricto sensu do Brasil, o de agronomia e o de economia
rural, foram criados em 1961, na UREMG.
A primeira tese de mestrado em economia rural, hoje Programa de
Pós-Graduação em Economia Aplicada, foi defendida em 1962 por Filadelfo Brandão
sob a orientação do Professor Wood Thomas.
Duas informações muito relevantes cabem
da próxima edição deste livro. A primeira refere-se ao número de teses de
mestrado e doutorado defendidas no Brasil ou, pelo menos, nos últimos períodos
de avaliação dos programas de pós-graduação pela Capes. Essa informação revela a importância da
pesquisa gerada pela pós-graduação e pelas universidades para o desenvolvimento
tecnológico do país. A segunda informação faltante é a de que a Escola de
Pós-Graduação em Economia e Finanças da Fundação Getúlio Vargas (EPGE-FGV) foi
criada em 1961, mas apenas como um curso preparatório para os seus egressos da graduação
em economia que iriam fazer a pós-graduação nos Estados Unidos. A primeira tese
de mestrado da EPGE-FGV foi defendida por Genserico Encarnação Junior, em 1967. Na página da EPGE-FGV não consta o nome do
orientador.

