quarta-feira, 22 de março de 2023

A Pós-Graduação no Brasil – Ernane Corrêa Rabelo

Na primeira linha das anotações, aparecem, nessa ordem, o número do livro lido, a data em que terminei a leitura, o título do livro e o nome do autor. 


868(15-03-2023) – A Pós-Graduação no Brasil – Ernane Corrêa Rabelo. Viçosa, MG: Ed.UFV, 2021. 232 p.

            Esse livro traça a história da pós-graduação stricto sensu no Brasil e, mais detalhadamente, na Universidade Federal de Viçosa (UFV). Prova com documentos e depoimentos inúmeros que a primeira tese de mestrado foi defendida em 19 de dezembro de 1961 na Universidade Rural do Estado de Minas Gerais (UREMG), hoje Universidade Federal de Viçosa (UFV), por José de Almeida Soares sob a orientação do Professor Flávio Augusto d’Araújo Couto, na área de agronomia.

            Os primeiros programas de pós-graduação stricto sensu do Brasil, o de agronomia e o de economia rural, foram criados em 1961, na UREMG.  A primeira tese de mestrado em economia rural, hoje Programa de Pós-Graduação em Economia Aplicada, foi defendida em 1962 por Filadelfo Brandão sob a orientação do Professor Wood Thomas.

            Duas informações muito relevantes cabem da próxima edição deste livro. A primeira refere-se ao número de teses de mestrado e doutorado defendidas no Brasil ou, pelo menos, nos últimos períodos de avaliação dos programas de pós-graduação pela Capes.  Essa informação revela a importância da pesquisa gerada pela pós-graduação e pelas universidades para o desenvolvimento tecnológico do país. A segunda informação faltante é a de que a Escola de Pós-Graduação em Economia e Finanças da Fundação Getúlio Vargas (EPGE-FGV) foi criada em 1961, mas apenas como um curso preparatório para os seus egressos da graduação em economia que iriam fazer a pós-graduação nos Estados Unidos. A primeira tese de mestrado da EPGE-FGV foi defendida por Genserico Encarnação Junior, em 1967.  Na página da EPGE-FGV não consta o nome do orientador.


quinta-feira, 16 de março de 2023

Dom de Cuidar – Amaro Feliciano de Araújo

Na primeira linha das anotações, aparecem, nessa ordem, o número do livro lido, a data em que terminei a leitura, o título do livro e o nome do autor.  


867(05-03-2023) – Dom de Cuidar – Amaro Feliciano de Araújo. Vitória, ES; Grafitusa, 2022. 88 p.

            Amaro tem 74 anos, nasceu no distrito Lagoa de Cima, município de Campos dos Goytacases; é negro; é médico; é dono da clínica ServMed; é admirado e amado pela família, amigos e clientes. Esse é o resumo de uma vida de superações em que uma criança pobre, negra, nascida na roça, perde o pai precocemente, a mãe lavava roupa para sustentar a família e ele catava papel para ajudar nas despesas.

            As mudanças começaram quando ele se tornou cortador de grama e depois jardineiro na casa do Dr. João de Sousa Vale.  Amaro admirava esse médico. Aos 23 anos foi contratado por ele para ser faxineiro no seu laboratório de análises clínicas, mas curioso aprendeu sobre os microscópios. Quis ser médico. Ingressou num curso pré-vestibular noturno; inteligente e estudioso foi aprovado para o curso de medicina na Emescam, em Vitória. O Dr. João ofereceu-lhe residência em Vitória, na casa em que seu filho Cid iria morar. Cid era hemofílico e precisava de acompanhamento e Amaro, que já cuidava dele quando morava em sua casa em Campos e quando estudavam no mesmo colégio fazendo o ensino fundamental e médio, era seu grande amigo.  A faculdade foi paga com o crédito educativo da Caixa Econômica Federal.

            A discriminação e as humilhações sempre o importunaram, mas foram vencidas com humildade, zelo, dedicação, determinação, fé e o dom de cuidar.