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(22-01-2016) – Maquinações – Wantuelfer Gonçalves
Este é um livro filosófico escrito
na forma de poema utilizando-se de estrofes no formato de sextilhas e de versos
heptassilábicos. Rimam entre si os
versos primeiro, terceiro e último; o segundo é um verso branco; e o quarto e
quinto fazem uma rima paralela no formato geral AXABBA. O autor tenta convencer o leitor, e consegue
nos temas trabalhados, que o homem não criou ou inventou nada, ele usou a
inteligência, as habilidades e os conhecimentos para observar, adaptar e
aperfeiçoar ou até mesmo estragar, mas não inventou. O grande inventor ou criador foi aquele que
criou ou inventou a partir do não existente ou não observável. Assim ele passa por máquinas, instrumentos,
engenharias e elementos comportamentais.
Mas sua conclusão na última estrofe é magnífica, deveras reflexiva e
muito inteligente. Seguem-se algumas
estrofes do prefácio, no livro, intitulado “Argumentações” nas páginas 186, 185
e 184; é assim mesmos, pois o livro é numerado ao contrário, da página 194 até
a página 0.
Neste
argumento nenhum
Menosprezo
pelo homem;
Isto
de jeito algum!
Na
arte, cultura e ciência,
Inconteste
é a inteligência
E
isto é senso comum.
.
.
Em
tudo há muita beleza
Quando
ele capta e copia;
Vai
assim, com esperteza,
Modelos
adaptando:
Às
vezes do corpo humano,
Às
vezes da natureza.
.
.
Este
é, pois, meu intento:
Tentar
encontrar respostas
Para
alguns questionamentos.
Se
o homem só copiou,
Pressupõe-se
um que criou.
Esse
é meu argumento.
Não
espere encontrar religião no texto, mas filosofia ou como diz o autor
pseudofilosofia. E, talvez, seja bom
seguir seu conselho: “...que o texto não seja levado demasiadamente a sério:
ele não passa de uma grande brincadeira”, mas poeticamente filosófica.