Na primeira linha das anotações, aparecem, nessa ordem, o número do livro lido, a data em que terminei a leitura, o título do livro e o nome do autor.
900 (23-09-2025) – Trincheira Tropical - A
Segunda Guerra Mundial no Rio - Ruy Castro. Companhia das Letras, São Paulo, 2025.
649 p.
É um livro primorosamente bem
escrito, bem organizado e detalhado. Não ficam perguntas sem respostas, tudo é
claramente apresentado. E, muito importante, é ótimo de ler.
A narrativa inicia-se em 1934
discutindo o fascismo brasileiro comandado pelos camisas-verdes da Ação
Integralista Brasileira (AIB), movimento criado por Plínio Salgado em 1932.
Mas em janeiro de 1935 surge a
Aliança Nacional Libertadora (ANL), uma força para contrapor à AIB, tendo como
presidente de honra Luiz Carlos Prestes exilado em Moscou. Devido à
popularidade alcançada pela ANL e ao risco do nome Prestes, Getúlio Vargas
decretou a ilegalidade da organização em 11 de julho de 1935. Filinto Müller e
seus agentes infiltrados promoveram sua extinção. A ditadura Vargas, conhecida
a partir de 1937 como Estado Novo, podia tudo. Os remanescentes da ANL
continuaram a agir como um aparelho clandestino, uma frente do Partido
Comunista Brasileiro (PCB), fundado em 25 de março de 1922, agora comandada
física e efetivamente por Prestes que retornara ao Brasil. A Intentona
Comunista de 1935 é sufocada em poucas horas e leva Prestes e outros membros do
partido para a cadeia e a tortura. Olga Benario, a companheira de Prestes é
deportada, grávida de sete meses, em 23 de setembro de 1936, para morrer num
campo de concentração nazista, em 1942.
O golpe de estado de 10 de novembro
de 1937 instala a ditadura Vargas e o Estado Novo.
A Itália, assim como a Alemanha e o
Japão, vivia um período de euforia. Era o todo poderoso Reich. Na Alemanha os
judeus eram perseguidos, no Brasil, a Circular 1127 de 7 de junho de 1937,
barrava a entrada de indivíduos de “origem semítica”. Oswaldo Aranha, chanceler
desde 15 de março de 1938, relaxou as dificuldades imigratórias. Brasileiros
que se destacaram na conceção de vistos aos judeus: Aracy Moebius de Carvalho,
João Guimarães Rosa, Luiz Martins de Souza Dantas.
Getúlio Vargas jogava com os Estados
Unidos e com a Alemanha para atingir duas metas: a construção de uma usina
siderúrgica e a modernização do Exército brasileiro.
Em
setembro de 1940, os Estados Unidos, reconhecendo a posição estratégica do
Brasil, assinaram um acordo prometendo ajuda técnica e financiamento para o
estabelecimento de um complexo siderúrgico. Em junho de 1941, outro acordo em
que os Estados Unidos se comprometiam a fornecer equipamento militar para
modernização do Exército. Em troca, o Brasil franqueava aos americanos o uso de
portos, aeroportos, estradas de ferro e de rodagem e concedia prioridade na
exportação de borracha, café e algodão.
Apesar
das restrições à imigração de judeus, alguns embaixadores e cônsules ajudaram a
entrar no Brasil um grande número, entre eles Ziembinski, Paulo Ronai, Jean
Manzon e Stefan Zweig.
No
dia 3 de setembro de 1939, após a invasão da Polônia, o Reino Unido e os países
associados, e a França declararam guerra à Alemanha. Em 27 de setembro de 1940,
a Alemanha, a Itália e o Japão assinam o pacto de formação do Eixo. Em 22 de
junho de 1941, Hitler inicia a invasão da URSS e afrouxa o bombardeio a
Londres. Os Estados Unidos que colaboravam com armamento e recursos ao esforço
de guerra e se posicionavam como país neutro, foram atacados pelo Japão em 7 de
dezembro de 1941 e imediatamente declararam guerra ao inimigo. Em represália, a
Alemanha e a Itália, que compunham com o Japão o Eixo, declararam guerra aos
Estados Unidos. Com o afundamento dos navios brasileiros Cabedelo, Buarque e Olinda
pelos submarinos alemães, e por acordo prévio com os Estados Unidos, o Brasil
declarou guerra à Alemanha e à Itália em 22 de agosto de 1942. Alguns dias
antes, em 9 de agosto de 1942, nascia a Força Expedicionária Brasileira (FEB)
comandada pelo general João Baptista Mascarenhas de Moraes.
Entre
1942 e 1944, 33 navios brasileiros foram afundados pelos submarinos alemães
orientados pelos espiões nazistas e pelos quintas-colunas – alemães e italianos
nascidos no Brasil, e ex-integralistas – nos portos e na alfândega. O
afundamento do navio militar Vital de Oliveira pelo U-861 na costa fluminense,
em 19 de julho de 1944, encerrou a guerra submarina ao Brasil, contabilizando
mais de mil mortes.
A
convocação conseguiu arregimentar 25 mil homens. Em fins de 1943, a Vila
Militar, guarnição entre os bairros de Deodoro e Realengo, na Zona Oeste
carioca, começou a recebê-los, vindos do Regimento Ipiranga, de Caçapava (SP),
e do Regimento Tiradentes, de São João del-Rei (MG). À espera deles, no Rio,
estava o 1o. Batalhão de Infantaria Mecanizado, o famoso Regimento
Sapaio.
O
norte da Itália, onde se instalara o que restara do poderio alemão na bota, foi
escolhido depois que os americanos desembarcaram na Sicília e as tropas
britânicas, na Calábria, em julho de 1943.
Em
agosto de 1943, Mussolini estava preso e a Itália mudara de lado, assim como
fizera na Primeira Guerra, e declarara guerra à Alemanha. Em setembro, as
tropas alemãs invadem a Itália, resgatam Mussolini da prisão e o instalam como
Duce em Saló, uma cidadezinha entre Milão e Veneza. O norte da Itália estava
dominado pela Alemanha.
No
dia 30 de junho de 1944 começou o embarque do efetivo de 25.700 soldados e
oficiais da FEB, transportados em cinco viagens até Nápoles. Eram os primeiros
combatentes da América do Sul a partir para um conflito fora do continente.
Getúlio Vargas subiu a bordo para despedir-se dos pracinhas na madrugada do dia
02 de julho, horas antes do navio zarpar.
A
chegada à baía de Nápoles foi deslumbrante pela visão do Vesúvio despejando uma
coluna de fumaça. Mas a entrada na cidade apresentou-os à realidade da guerra,
Nápoles era uma grande ruína. Homens, mulheres e crianças vagavam em farrapos,
sem destino, estendendo a mão suplicando “Comida! Comida!”.
O
quinto e último escalão partiu no dia 05 de fevereiro de 1945 comandado pelo
tenente-coronel Ibá Jobim de Meirelles, com 5082 homens, dos quais 247
oficiais. Completava-se assim, em absoluta segurança, o transporte de 25.334
soldados. As enfermeiras haviam seguido em outubro de 1944 por via aérea. Antes
delas, chegara o 1o. Grupo de Aviação de Caça da FAB comandada pelo
tenente-coronel Nero Moura e sujeita ao 220. Comando Aéreo Tático
dos Estados Unidos, que, como a FEB, respondia ao 5o. Exército
americano comandado pelo general Mark Clark.
O 5o.
Exército, com 153 mil homens, incluindo a FEB, era quase uma legião estrangeira.
A FEB talvez fosse a única grande unidade do 5o. Exército
racialmente integrada. Para espanto dos americanos, os negros e pardos, 30% do
efetivo da FEB, alguns em postos de comando, dividiam mesas, e alojamentos com
os brancos.
Para
os pracinhas, mais surpreendente era a 92a. Divisão de Infantaria do
5o. Exército, formado por soldados afro-americanos, lutando por
democracia na Europa quando no seu país mal eram reconhecidos como seres
humanos.
A
partir de setembro de 1944, desde que fora considerada pronta para o combate, a
FEB tivera uma série de vitórias em quarenta quilômetros de progressão. No dia
16 de setembro verificou-se o primeiro contato com o inimigo (Wikipédia). O 6o.
Regimento de infantaria acampado em San Rossore dividiu-se em duas frentes, libertando
dos nazistas os vilarejos Massarosa, Camaiore, Barga, Babano, Gillardona,
Stazzema e os montes Comunale, Valimono, Acuto e Prano, fizera centenas de
prisioneiros e fora aclamada pelas populações locais. Sofreu baixas, 87 feridos
e treze mortos.
A
temperatura no alto dos Apeninos, no inverno, podia chegar a menos 20 graus
centígrados, um tormento a mais para soldados e jornalistas.
De
suas tribunas nas esquinas e nos botequins do Rio, a quinta-coluna passava
informações falsas sobre estações de esqui e águas termais, namoradas e turismo.
Na verdade, para os brasileiros, os Apeninos eram apenas os redutos elevados da
sinistra Linha Gótica, de cujas depressões os alemães entrincheirados em
casamatas camufladas tinham uma visão panorâmica do território e lhes permitia
atirar de cima para baixo em quem subisse.
Os
alemães usavam cavalos e burros no terreno acidentado e nas encostas inóspitas
para puxar canhões e outras cargas.
Havendo
uma cena de violência, era melhor não interferir: eram os partigiani,
resistência italiana, linchando um fascista ou linchando um deles próprios, nas
eternas brigas entre seus comunistas e democratas cristãos.
Chegou
o inverno apenino de 1944, o mais rigoroso do século até então. As fardas
verde-oliva eram alvos perfeitos para o inimigo.
Às
três da manhã de 6 de junho de 1944, o Rio foi acordado pela Rádio Tupi com a
notícia da invasão da Normandia pelos aliados.
Getúlio
manobrou para a renúncia de Oswaldo Aranha do Ministério das Relações
Exteriores, temendo sua competição nas próximas eleições. Mas isso impediu o
Brasil de integrar o futuro Conselho de Segurança da ONU.
Estavam
na Itália, a FEB, cujo símbolo era uma cobra fumando, e também a FAB, representada
por um avestruz armado, de quepe, rilhando os dentes e dizendo “Senta a pua”. O
desenho e a frase foram pintados no nariz das dezenas de caças-bombardeiros que
formavam a esquadrilha da FAB, a única não americana, do principal esquadrão
americano na Itália, o 350 Fighter Group. De outubro de 1944 até o fim da
guerra, a FAB realizou 2546 saídas ofensivas. A FAB destruiu doze aviões, treze
locomotivas, oito carros blindados, 25 pontes, 144 edifícios, seis fábricas,
cinco usinas elétricas e 31 depósitos de munição.
A FEB
já experiente, somente no mês de outubro, tomou dos alemães 27 localidades do
vale do rio Serchio e as devolveu aos seus habitantes. Em cada uma, ao
desfilarem conduzindo os prisioneiros, os soldados eram abraçados por italianas
de todas as idades, pelos italianos, gritando “Brasiliani! Liberatori!” Rubem
Braga escreveu “Gostaria que os fascistas e integralistas brasileiros vissem
isso.”
Em
novembro de 1943, os Lancaster britânicos, durante o dia, e os B-17 americanos,
durante a noite, bombardeavam Berlim sem cessar.
Na
Itália, à medida que os alemães perdiam suas posições, recuavam para os QGs no
alto dos Apeninos para impedir o objetivo final dos Aliados: a conquista de
Bolonha, no vale do rio Pó, de onde chegariam ao Passo Brenner, porta de
entrada para o sul da Alemanha.
Foram
feitos ataques ao Monte Castello nos dias 24, 25 e 29 de novembro e em 12 de
dezembro, com resultados desastrosos. Não faltou bravura e destemor, faltou
planejamento. Nas duas primeiras investidas, comandados pelos americanos, houve
erros táticos; nos dois últimos, comandados pelos brasileiros, flancos e
retaguarda ficaram a descoberto. Na investida de 29 de dezembro, um soldado
brasileiro chegou quase ao topo do Monte Castello antes de ser abatido. A neve
ocultou seu corpo e seu feito por dois meses. Mas, às 5:30 do dia 21 de
fevereiro de 1945, em condições climáticas mais favoráveis, com a ajuda da 10a.
Divisão de Montanha americana, que manteve ocupados os batalhões alemães no
vizinho monte Belvedere, a FEB tomou Monte Castello em doze horas de combate.
Os
alemães desalojados de Monte Castello, sob a artilharia da FEB e o “bombardeio
de tapete” da FAB, recuaram formando uma nova linha de defesa na montanha,
tendo como base a pequena Montese. Foi para a FEB o último ato de resistência
alemão e o mais sangrento com quatro dias de batalha quase rua a rua, homem a
homem, de 14 a 17 de abril. A FEB venceu ao custo de 34 mortos e quatrocentos
feridos. Oitenta por cento das casas do vilarejo foram destruídas e o fogo
cruzado matou 189 de seus 2 mil habitantes. Em agradecimento pela liberação, ao
reconstruírem a cidade criou-se a Piazza Brasile.
Na
primavera, com os alemães em fuga, a perseguição continuou por seus bolsões de
resistência, como Zocca, Montalto, Marano, Torre de Nerone, Collecchio e
Fornovo. Todos foram tomados.
No
dia 28 de abril de 1945, em Collecchio-Fornovo, o inimigo foi bombardeado de
frente e pelas laterais pela artilharia brasileira. Numa pausa desse ataque,
dom Alessandro Cavalli, pároco da região, foi ao encontro do coronel Nelson de
Mello, no acampamento brasileiro dizendo que a tropa alemã, sob ataque, queria
render-se.
A
rendição trouxe uma surpresa, não se tratava da rendição de um batalhão, mas de
uma divisão inteira, a 148a. Divisão Panzer formada por 14.779
soldados e oficiais, 4 mil cavalos, mais de 1500 viaturas entre caminhões,
tanques e carroças, 88 canhões e muita munição.
No
dia 28 de abril, Benito Mussolini e sua amante, Claretta Petacci foram
capturados pelos partigiani na tentativa de fuga para a Suíça. Submetidos a
julgamento sumário, foram fuzilados em Giulino de Mezzrega. Seus corpos foram
levados para Milão e desovados num posto Esso da Piazzale Loreto, onde
populares os penduraram de cabeça para baixo numa viga. Foram baleados, chutados,
cuspidos e urinados. “Finito Benito! Finito Benito!” gritava a multidão.
Às
22:30, hora de Belim, no dia 1o. de maio, a rádio oficial alemã
anunciou a morte de Adolf Hitler. A confirmação foi aceita após declaração do
almirante Karl Dönitz, a quem Hitler passara o poder. O Reich de Mil Anos não
passara de doze.
A FEB
enfrentou dez divisões alemãs e as derrotou, libertou mais de quarenta
localidades, fez 20.537 prisioneiros, entre eles dois generais e 892 oficiais.
Teve 1577 feridos e 487 acidentados em combate e enterrou 430 praças e treze
oficiais, além de oito oficiais da FAB.
A
dissolução da FEB antes do embarque do primeiro escalão na Itália, a dispersão
dos oficiais e a dispensa dos praças, no Rio, logo após o regresso mostraram
que interesses políticos pesavam mais que os feitos na guerra. Os EUA
argumentaram, em vão, a favor do fortalecimento do exército e da aeronáutica
com oficiais e praças com experiência de guerra. A desconsideração do governo
foi traumática para muitos expedicionários.
Mas,
a recepção apoteótica pela população a cada navio que chegava enchia de orgulho
os pracinhas e amenizava a falta de preparo governamental para acolhê-los.
Mas
nem sempre era uma volta feliz. Casamentos tinham se desfeito durante a
ausência deles, noivas se casaram com outro ou morreram, sócios lhes passaram a
perna. Os do Rio tinham uma casa para onde retornar, os de fora receberam
passagem de segunda em navio ou trem para sua cidade. Outros ficaram no Rio,
mas rapidamente gastaram o fundo de previdência que resgataram ao chegar.
Alguns se tornaram pedintes.
Não
houve uma política de acolhimento que previsse suas dificuldades de adaptação e
os orientasse. A FEB produziu cerca de 500 mutilados, muitos nem muletas
ganharam ao sair do hospital.
A
praxe nos exércitos é que os soldados merecedores de condecorações, por coragem
ou heroísmo, as recebam no campo de batalha das mãos do comandante máximo, na
presença dos oficiais e de toda a tropa. Mas Dutra, o Ministro da Guerra, nunca
mandara as condecorações para a Itália. Os pracinhas as receberam ao voltar ao
Brasil em solenidades rápidas. Alguns brasileiros também receberam medalhas no
campo de batalha, mas pelo exército americano.
A proibição
aos pracinhas e oficiais de falar com a imprensa sobre suas experiências,
quando era grande o interesse pela sua história, encurtou a euforia pela
conquista e impediu que as façanhas expedicionárias assentassem na alma
brasileira.
Getúlio
e Dutra não temiam a volta dos pracinhas. Temiam a dos comandantes. Para eles,
Mascarenhas, Zenóbio, Falconière e Cordeiro ao descer no Rio com uma tropa bem
treinada poderiam provocar, se quisessem, uma conflagração institucional e
derrubar a ditadura Vargas.
“Depois
de tantas vitórias na frente de batalha, a FEB foi abatida com um só tiro, e
pelas costas”.
Links para compra dos romances de Erly Teixeira
Links para compra do romance Expedição Albergaz, de Erly Teixeira, impresso:
https://loja.uiclap.com/titulo/ua89501/
e no formato e-book:
https://www.amazon.com.br/Expedi%C3%A7%C3%A3o-Albergaz-Erly-Teixeira-ebook/dp/B0F3P9VDC1/ref=mp_s_a_1_1?crid=VQUZGHFF4L7H&dib=eyJ2IjoiMSJ9.UwlM1i_KF-bl0X9F9uptErqoWVhe2k3joocg4EzjXTPyOmRkrbTTdeWnmagAh5L-Wx0efA9wRGX-ZundcIVF1KscGi9nH4bBgZnxptHZZ3M.k6HLcqGpsMIfzQrPAJfN8cA9NlCU59SmBKhnK4RBIzI&dib_tag=se&keywords=erly+teixeira&qid=1743890653&sprefix=%2Caps%2C243&sr=8-1
No link acima pode-se adquirir "Expedição Albergaz" impresso pela Amazon.
Links para aquisição de outras obras do autor desse blog:
Leny e o Informante e-book
https://www.amazon.com.br/Leny-Informante-Erly-Teixeira-ebook/dp/B0BKH7B393
Leny e o Informante impresso
https://www.amazon.com.br/Leny-Informante-ERLY-TEIXEIRA/dp/9893737680/ref=sr_1_2?__mk_pt_BR=%C3%85M%C3%85%C5%BD%C3%95%C3%91&crid=RU7KM7V1P46P&dib=eyJ2IjoiMSJ9.UwlM1i_KF-bl0X9F9uptErqoWVhe2k3joocg4EzjXTOQM1fPAWcM7qylJ7eqKd3gKkgSQmvrtsNMqG-Y980bYTgUvRkfkma0eqsftOujlPA.PgCUuf462CNKmXoMGwzAQQAXiNeTUL_vVxCcuTvs3xo&dib_tag=se&keywords=erly+teixeira&qid=1757084014&sprefix=erly+teixeira%2Caps%2C236&sr=8-2&ufe=app_do%3Aamzn1.fos.6121c6c4-c969-43ae-92f7-cc248fc6181d
Leny e o Informante
https://www.livrariaipedasletras.com/ficcao/thrillers-crime-terror-policial/leny-e-o-informante-erly-teixeira
Histórias Herdadas
https://www.livrariaipedasletras.com/ficcao/geral/historias-herdadas
Monte Celeste
https://www.livrariaipedasletras.com/ficcao/geral/monte-celeste