Na primeira linha das anotações, aparecem, nessa ordem, o número do livro lido, a data em que terminei a leitura, o título do livro e o nome do autor.
836 (13-09-2020) – Paisagem de Outono – Leonardo Padura O ciclone Félix chegava ao Caribe e inevitavelmente
passaria a mais de duzentos quilômetros por hora sobre Cuba. Mario Conde pedira
demissão de seu cargo de tenente investigador da polícia em represália pela
demissão constrangedora de seu ex-chefe, o major Rangel, destruindo sua
reputação, e porque queria deixar a polícia. Para comemorar tomara um porre
dantesco. Seus amigos Andrés, Carlos e
Coelho despertam-no após três dias ausente.
Mas, a polícia envia seu amigo e companheiro de
investigações, o sargento Manolo para avisar que sua demissão não fora aceita e
que havia um caso necessitando de seu empenho.
Encontraram o cadáver de um cubano com cidadania americana que viera
visitar a família e levar algum bem valioso deixado em Cuba. O cadáver apresentava traumatismo craniano e
os órgãos sexuais mutilados. Seu nome,
Miguel Forcade Mier. Foi subchefe da divisão provincial de bens expropriados
pela ditadura cubana e era vice-diretor nacional de Planejamento e Economia
quando se exilou na Espanha ao retornar de uma viagem à União Soviética, em
1978.
A trama passa pelos bens expropriados dos cubanos que
migraram de Cuba após a tomada de poder por Fidel Castro em 1959. Entre esses bens há um Matisse que, depois,
descobre-se era falso, e uma estátua de Buda, em ouro maciço, valendo cinquenta
milhões de dólares.
Após três dias de investigação, no dia do seu aniversário
e da chegada do furacão, Conde descobre que Miguel Forcade recebera um taco de
beisebol na cabeça quando visitava um amigo. Vale a pena ler o livro para saber
o porquê da pancada. Conde concluiu seu
relatório e teve seu pedido de demissão aceito.
A literatura do livro é muito boa trazendo figuras de
linguagem inesperadas. O livro é muito
bom, o melhor da tetralogia Estações Havana.
