sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Vila-nias - Omar Gilson de Moura Luz

Na primeira linha das anotações, aparecem, nessa ordem, o número do livro lido, a data em que terminei a leitura, o título do livro e o nome do autor. 

715 (05-07-2013) – Vila-nias – Omar Gilson de Moura Luz
            Lido pela segunda vez.  Está registrado sob o número 644 no último caderno de anotações.  A impressão é a mesma: um romance de um grande escritor, escrito em vernáculo erudito, isto é, com a aplicação de um vocabulário extensíssimo, mas muito apropriado; escrito com a qualidade literária de uma obra prima; repleto de reflexões muito bem inseridas no texto sobre a maldade, sobre a omissão da igreja, sobre a fome, a bondade, sobre a justiça.  As conversas do Zé de Onofre com o Alípio, na viagem de volta do seminário em Salvador para Vila das Almas, são maravilhosas.  Por exemplo, deixo apenas indicado o texto marcado no livro que está entre as páginas 146 e 148.
            Comentários sobre a primeira leitura, 644 (22-10-2010).  Esse é um livro muito bom de um escritor de grande qualidade, apesar de ser seu primeiro ou segundo livro.  As reflexões sobre a religião muçulmana e a católica, sobre Deus, os ensinamentos do Anuar sobre como fazer riqueza são excelentes.

            O livro começa com a caminhada do tabelião pela cidade durante a madrugada. A partir daí o autor vai ao passado e conta a estória do cangaceiro Possidônio, avô do tabelião, que transmite a maldade ao filho e ao neto.  Outros habitantes de Vila das Almas, que mais tarde passa a cidade de Várzea das Flores, são descritos magnificamente.  O fecho do livro foi muito bem planejado.  Após a morte de Alípio, o representante da bondade, a cidade é destruída por um terremoto que a limpa de todo o mal, não deixando qualquer vestígio de pessoas, casas ou documentos.

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