715 (05-07-2013) – Vila-nias – Omar
Gilson de Moura Luz
Lido pela segunda vez. Está registrado sob o número 644 no último
caderno de anotações. A impressão é a
mesma: um romance de um grande escritor, escrito em vernáculo erudito, isto é,
com a aplicação de um vocabulário extensíssimo, mas muito apropriado; escrito
com a qualidade literária de uma obra prima; repleto de reflexões muito bem
inseridas no texto sobre a maldade, sobre a omissão da igreja, sobre a fome, a
bondade, sobre a justiça. As conversas
do Zé de Onofre com o Alípio, na viagem de volta do seminário em Salvador para
Vila das Almas, são maravilhosas. Por
exemplo, deixo apenas indicado o texto marcado no livro que está entre as
páginas 146 e 148.
Comentários sobre a primeira leitura,
644 (22-10-2010). Esse é um livro muito
bom de um escritor de grande qualidade, apesar de ser seu primeiro ou segundo
livro. As reflexões sobre a religião
muçulmana e a católica, sobre Deus, os ensinamentos do Anuar sobre como fazer
riqueza são excelentes.
O livro começa com a caminhada do
tabelião pela cidade durante a madrugada. A partir daí o autor vai ao passado e
conta a estória do cangaceiro Possidônio, avô do tabelião, que transmite a
maldade ao filho e ao neto. Outros
habitantes de Vila das Almas, que mais tarde passa a cidade de Várzea das
Flores, são descritos magnificamente. O
fecho do livro foi muito bem planejado.
Após a morte de Alípio, o representante da bondade, a cidade é destruída
por um terremoto que a limpa de todo o mal, não deixando qualquer vestígio de pessoas,
casas ou documentos.
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