segunda-feira, 20 de novembro de 2017

The Path Between the Seas – David McCullough

Na primeira linha das anotações, aparecem, nessa ordem, o número do livro lido, a data em que terminei a leitura, o título do livro e o nome do autor.

                                                                                                                                                                   
801 (18-11-2017) The Path Between the Seas – David McCullough
            A história da construção do Canal do Panamá, contada no livro, inicia-se com as expedições ao Istmo do Panamá, ou Istmo de Darién, em 1870, realizadas pelos americanos para determinar a melhor locação de um canal ligando o Oceano Atlântico ao Pacífico.  Essas explorações sugeriam que o canal deveria ser aberto no Panamá, quarenta milhas ou aproximadamente oitenta quilômetros entre uma praia e outra. Outros exploradores sugeriram um canal via Nicarágua, pela proximidade com os Estados Unidos, mas muito mais longo.  As expedições francesas, nesse mesmo período, indicaram e o construtor do Canal de Suez, Ferdinand de Lesseps decidiu pela construção de um canal em nível, igual ao de Suez, no Panamá.  A sua fama de construtor de grandes obras facilitou o financiamento de sua Companhia do Canal do Panamá, criada em 1880, por grande parte da população francesa.  A Companhia declarou falência em 1892 levando mais de 800.000 franceses a perderem suas economias.  Os franceses cavaram um terço do canal, mas estavam condenados ao fracasso devido à decisão de fazê-lo em nível, o que exigiria um volume de cortes muito profundos em algumas áreas como em Culebra; porque não souberam combater as doenças causadas pelo Anófeles (Anopheles gambiae), transmissor da malária, e pelo Aedes Aegypti, transmissor da febre amarela.
            Após inúmeras negociações, em 1894, os americanos compraram o espólio da companhia francesa por US$40.000.000 e iniciaram as obras. Era presidente dos Estados Unidos Theodore Roosevelt. A influência americana foi fundamental para garantir a independência do Panamá da Colômbia via revolução comandada por Manuel Amador em 03 de novembro de 1903.  O Dr. William Gorgas, conhecido infectologista, foi nomeado chefe do departamento de saúde. Ele organizou um exército para pulverizar todos os possíveis focos de mosquitos causadores da malária e da febre amarela.  Essas doenças foram extintas na região do canal.  Decidiu-se que o canal não seria em nível, mas com eclusas. Seria construída uma grande barragem para formar um lago que regulasse as águas do rio Chagres e suprisse as comportas de água. Muito importante foi estabelecer o engenheiro militar George Goethals, em 1906, como responsável maior pela construção do canal.  O canal foi inaugurado em 15 de agosto de 1914, mas as atenções da mídia e do mundo já estavam voltadas para os conflitos da I Guerra Mundial, e sua inauguração não teve grande repercussão na imprensa.
As inovações mais relevantes, realizadas no canal, são apresentadas elegantemente, e são agradáveis de ler: o uso da energia elétrica em todos os mecanismos, o sistema de fechamento e abertura das comportas, a espessura das paredes das eclusas, as locomotivas para mover e estabilizar os navios nas eclusas, o sistema para descarregar terra e pedras produzidas nos cortes e usadas na construção das barragens, e principalmente a descoberta dos mosquitos transmissores da malária e da febre amarela e da forma de combatê-los.

A travessia do Canal do Panamá é feita por três eclusas, onde a água funciona como um elevador. Vindo do Atlântico, por exemplo, o navio entra na comporta com a água no mesmo nível do oceano. Os portões são fechados e as válvulas de enchimento abertas. A água entra através de poços no piso, elevando o navio 26 metros, até o nível do Lago de Gatun. As válvulas são fechadas e os portões superiores abertos. O navio sai da comporta para o lago e segue para as outras comportas, onde acontece o processo inverso de descida até o nível do Oceano Pacífico. 

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