segunda-feira, 21 de setembro de 2020

Paisagem de Outono – Leonardo Padura

Na primeira linha das anotações, aparecem, nessa ordem, o número do livro lido, a data em que terminei a leitura, o título do livro e o nome do autor.

  

   836 (13-09-2020) – Paisagem de Outono – Leonardo Padura

            O ciclone Félix chegava ao Caribe e inevitavelmente passaria a mais de duzentos quilômetros por hora sobre Cuba. Mario Conde pedira demissão de seu cargo de tenente investigador da polícia em represália pela demissão constrangedora de seu ex-chefe, o major Rangel, destruindo sua reputação, e porque queria deixar a polícia. Para comemorar tomara um porre dantesco.  Seus amigos Andrés, Carlos e Coelho despertam-no após três dias ausente.

            Mas, a polícia envia seu amigo e companheiro de investigações, o sargento Manolo para avisar que sua demissão não fora aceita e que havia um caso necessitando de seu empenho.  Encontraram o cadáver de um cubano com cidadania americana que viera visitar a família e levar algum bem valioso deixado em Cuba.  O cadáver apresentava traumatismo craniano e os órgãos sexuais mutilados.  Seu nome, Miguel Forcade Mier. Foi subchefe da divisão provincial de bens expropriados pela ditadura cubana e era vice-diretor nacional de Planejamento e Economia quando se exilou na Espanha ao retornar de uma viagem à União Soviética, em 1978.

            A trama passa pelos bens expropriados dos cubanos que migraram de Cuba após a tomada de poder por Fidel Castro em 1959.  Entre esses bens há um Matisse que, depois, descobre-se era falso, e uma estátua de Buda, em ouro maciço, valendo cinquenta milhões de dólares.

            Após três dias de investigação, no dia do seu aniversário e da chegada do furacão, Conde descobre que Miguel Forcade recebera um taco de beisebol na cabeça quando visitava um amigo. Vale a pena ler o livro para saber o porquê da pancada.  Conde concluiu seu relatório e teve seu pedido de demissão aceito.

            A literatura do livro é muito boa trazendo figuras de linguagem inesperadas.  O livro é muito bom, o melhor da tetralogia Estações Havana.

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