domingo, 12 de fevereiro de 2023

Um Girassol no Campo de Trigo – Antônio Rocha Vital

Na primeira linha das anotações, aparecem, nessa ordem, o número do livro lido, a data em que terminei a leitura, o título do livro e o nome do autor.  

865 (12-02-2023) – Um Girassol no Campo de Trigo – Antônio Rocha Vital. Cuiabá: EMPAER-MT, 2014. 173 p.

            O girassol belo e nutritivo, isolado, mirando o sol, sobressai no campo de trigo e sobrevive à colheita da gramínea importante para a produção do pão cotidiano. O girassol é a Associação de Crédito e Assistência Rural de Mato Grosso (Acarmat) que se transforma em Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Mato Grosso (Emater-MT) e depois na Empresa Mato-Grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural S/A (Empaer-MT).

O autor descreve rapidamente sua escola no ensino fundamental em Cajuri-MG e seu trabalho na Empaer-MT contribuindo para a  execução do PROTERRA, do PRODOESTE, do POLOAMAZÔNIA, do POLOCENTRO, do PRODEPAN, do PROBOR  e do PRODIAT, programas de grande importância para o desenvolvimento do Mato Grosso.

            São Felix do Araguaia-MT e o bispo Dom Pedro Casaldáliga entram na história pela defesa insistente do prelado contra os opressores e as empresas de colonização que pretendiam expulsar os posseiros e isolar os índios em reservas.

Na sequência, Antônio Rocha Vital relata ocorrências empolgantes como a fundação da Ação Libertadora Nacional (ALN) por Carlos Marighella e sua luta urbana contra a ditadura militar instalada no país em 1964. Prossegue, abordando a Guerrilha do Araguaia, movimento financiado pelo Partido Comunista do Brasil (PCdoB), e seus líderes mais conhecidos: Maurício Grabois (Mário), Osvaldo Orlando da Costa (Osvaldão), Dinalva Oliveira Teixeira (Dina) e João Carlos Haas Sobrinho (Juca).  A guerrilha foi protagonista de várias ações de governo, principalmente na área social, no sudeste do Pará, área de selva entre Marabá, Xambioá, São Geraldo do Araguaia, no  Bico do Papagaio, região, como tantas outras, ignorada pelos governos municipal, estadual e federal. A guerrilha foi atuante entre 1966, quando chegaram os primeiros comunistas, e 1974, quando foi abatida pelas Forças Armadas a última guerrilheira, Walquíria Afonso Costa, a Walk.  Ela estava presa na base militar de Xambioá; levada para local ignorado, nunca retornou.

Livro envolvente e muito bem documentado.

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