segunda-feira, 30 de maio de 2016

The Lost City of Z - David Grann


Na primeira linha das anotações, aparecem, nessa ordem, o número do livro lido, a data em que terminei a leitura, o título do livro e o nome do autor.

778 (27-05-2016) – The Lost City of Z – David Grann
            Em 1925, o Coronel Percy Harrison Fawcett, seu filho Jack e o melhor amigo do filho, Raleigh Rimell, partiram de Cuiabá para descobrirem a cidade perdida de Z.  Antes viajaram de Hoboken, Nova Jersey, até o Rio de Janeiro no navio SS Vauban e de trem até Corumbá e novamente de navio até Cuiabá.  As paisagens, já conhecidas pelo experiente explorador, maravilhavam seu filho e o amigo.  Em Cuiabá são comprados animais para carregar os equipamentos, utensílios e mantimentos para uma longa viagem.  Penetraram na selva, atingiram a região do Xingu, avançaram até a taba da tribo Kuikuro e partiram para encontrar a cidade perdida de Z, que deveria estar próxima, mas nunca retornaram.  Inúmeras expedições foram organizadas para encontrar os exploradores vivos ou mortos, mas não tiveram sucesso.
            Em 2008, o autor desse livro, David Grann, um jornalista, nova-iorquino, entusiasmou-se com a ideia de encontrar os restos mortais dos exploradores e a cidade perdida de Z.  Faz uma extensa pesquisa sobre os exploradores e suas explorações na Amazônia, desde Colombo, e as descreve detendo-se nas grandes populações indígenas existentes, conforme registros dos aventureiros, no período que se estende do final do século XV ao séclo XV e que foram dizimadas pela proximidade com os colonizadores europeus.  O eldorado nunca foi encontrado e nem as construções que permitiram a sobrevivência de tão grande população.  Também os exploradores vitorianos do século XIX, como Speke, que em 1858 descobriu a origem do Nilo e David Livingstone, famoso por suas explorações na África são bem documentadas no livro. 

David Grann contratou como guia um experiente explorador, Paolo Pinage, e partiram seguindo o traçado da última exploração Fawcett. Estiveram no, hoje, Parque Nacional do Xingu, e chegaram até as tabas dos Kuikuros e dos Xinguanos.  Entre os Kuikuros encontrou o arqueólogo Heckenberger, da Universidade da Flórida, que pesquisava as antigas civilizações indígenas há décadas.  Explorando nos arredores, Heckenberger mostrou ao autor e Paolo as ruínas ou construções como fossos, muralhas, estradas, passadiços elevados, e elevações que serviram de cabeças de grandes pontes.  Após dizimadas as populações, as construções viraram ruínas  que com o tempo se ocultaram sob a vegetação ou pelo efeito das inundações.    Ali estava a cidade perdida de Z, ligada por estradas e passadiços e pontes a outras cidades perdidas, tão grandes quanto Z. 
Comentário: É um livro muito bom de se ler, muito bem documentado e contendo informações muito relevante sobre as explorações arqueológicas na Amazônia.  Vale a pena ler.

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