Na primeira linha das anotações, aparecem, nessa ordem, o número do livro lido, a data em que terminei a leitura, o título do livro e o nome do autor.
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(27-05-2016) – The Lost City of Z – David Grann
Em
1925, o Coronel Percy Harrison Fawcett, seu filho Jack e o melhor amigo do
filho, Raleigh Rimell, partiram de Cuiabá para descobrirem a cidade perdida de
Z. Antes viajaram de Hoboken, Nova
Jersey, até o Rio de Janeiro no navio SS Vauban e de trem até Corumbá e novamente
de navio até Cuiabá. As paisagens, já
conhecidas pelo experiente explorador, maravilhavam seu filho e o amigo. Em Cuiabá são comprados animais para carregar
os equipamentos, utensílios e mantimentos para uma longa viagem. Penetraram na selva, atingiram a região do
Xingu, avançaram até a taba da tribo Kuikuro e partiram para encontrar a cidade
perdida de Z, que deveria estar próxima, mas nunca retornaram. Inúmeras expedições foram organizadas para
encontrar os exploradores vivos ou mortos, mas não tiveram sucesso.
Em 2008, o autor desse livro, David
Grann, um jornalista, nova-iorquino, entusiasmou-se com a ideia de encontrar os
restos mortais dos exploradores e a cidade perdida de Z. Faz uma extensa pesquisa sobre os
exploradores e suas explorações na Amazônia, desde Colombo, e as descreve
detendo-se nas grandes populações indígenas existentes, conforme registros dos
aventureiros, no período que se estende do final do século XV ao séclo XV e que
foram dizimadas pela proximidade com os colonizadores europeus. O eldorado nunca foi encontrado e nem as
construções que permitiram a sobrevivência de tão grande população. Também os exploradores vitorianos do século
XIX, como Speke, que em 1858 descobriu a origem do Nilo e David Livingstone,
famoso por suas explorações na África são bem documentadas no livro.
David
Grann contratou como guia um experiente explorador, Paolo Pinage, e partiram
seguindo o traçado da última exploração Fawcett. Estiveram no, hoje, Parque
Nacional do Xingu, e chegaram até as tabas dos Kuikuros e dos Xinguanos. Entre os Kuikuros encontrou o arqueólogo Heckenberger,
da Universidade da Flórida, que pesquisava as antigas civilizações indígenas há
décadas. Explorando nos arredores,
Heckenberger mostrou ao autor e Paolo as ruínas ou construções como fossos,
muralhas, estradas, passadiços elevados, e elevações que serviram de cabeças de
grandes pontes. Após dizimadas as
populações, as construções viraram ruínas
que com o tempo se ocultaram sob a vegetação ou pelo efeito das
inundações. Ali estava a cidade
perdida de Z, ligada por estradas e passadiços e pontes a outras cidades
perdidas, tão grandes quanto Z.
Comentário: É um livro muito bom de se ler, muito bem documentado e contendo informações muito relevante sobre as explorações arqueológicas na Amazônia. Vale a pena ler.
Comentário: É um livro muito bom de se ler, muito bem documentado e contendo informações muito relevante sobre as explorações arqueológicas na Amazônia. Vale a pena ler.
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