sexta-feira, 15 de julho de 2016

O Espião que Saiu do Frio – John Le Carré


Na primeira linha das anotações, aparecem, nessa ordem, o número do livro lido, a data em que terminei a leitura, o título do livro e o nome do autor.

782 (13-07-2016) – O Espião que Saiu do Frio – John Le Carré
            Li esse livro, escrito em 1963, pretendendo conhecer mais sobre a “guerra fria”.  Acrescentou muito pouco ao que aprendi lendo “A Ponte dos Espiões”.  Até mesmo sobre os serviços de espionagem inglês, o Circo da Piccadilly e da Alemanha Oriental, a Abteilung, que são apresentados detalhadamente no livro, fica-se em dúvida sobre o que é realidade e o que é ficção.  Fica-me a impressão de que tudo é ficção e muito longe da realidade. Sobra, portanto, a estória do livro muito bem tramada.  No inicio tem-se Leamas, o chefe dos espiões ingleses na Alemanha, num posto de controle, na Berlim ocidental, aguardando a saída de um alemão que espionava para os ingleses. O espião chega ao posto de bicicleta, à noite, passa pela alfândega alemã e outros controles e pedala para atravessar a fronteira.  Ouvem-se ordens gritadas, ele pedala freneticamente,  os refletores o apanham, os fuzis disparam e ele cai morto já na Berlim livre. Esse e vários outros alemães ou ingleses espionando para a Inglaterra foram presos e mortos recentemente pelo chefe da Abteilung, Mundt.  Era preciso eliminá-lo.  Leamas é preparado para se tornar o homem que iria eliminar Mundt.  Ele é atraído por Fiedler, subchefe da Abteilung e, portanto, subordinado de Mundt, e convencido, a troco de muito dinheiro a delatar o Circo de Londres. O que faz com grande sucesso para o subchefe da Abteilung.  Mas toda essa estória fora planejada para que Leamas oferecesse a Mundt, o mais importante colaborador inglês na Alemanha Oriental, o seu subchefe que havia descoberto que Mundt espionava para os ingleses. Ao final Fiedler é preso e morto por Mundt; e Leamas e sua amante Liz seriam libertados.  Mas Liz, uma judia, é morta escalando o muro de Berlim quando era puxada por Leamas. Leamas volta para salvá-la e também é assassinado.

            É um livro de boa leitura, mas não o recomendo.  A tradução não é boa, falta-lhe conteúdo histórico e contato com a realidade.  

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