Na primeira linha das anotações, aparecem, nessa ordem, o número do livro lido, a data em que terminei a leitura, o título do livro e o nome do autor.
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(13-07-2016) – O Espião que Saiu do Frio – John Le Carré
Li esse livro, escrito em 1963,
pretendendo conhecer mais sobre a “guerra fria”. Acrescentou muito pouco ao que aprendi lendo “A
Ponte dos Espiões”. Até mesmo sobre os
serviços de espionagem inglês, o Circo da Piccadilly e da Alemanha Oriental, a
Abteilung, que são apresentados detalhadamente no livro, fica-se em dúvida
sobre o que é realidade e o que é ficção.
Fica-me a impressão de que tudo é ficção e muito longe da realidade. Sobra,
portanto, a estória do livro muito bem tramada.
No inicio tem-se Leamas, o chefe dos espiões ingleses na Alemanha, num
posto de controle, na Berlim ocidental, aguardando a saída de um alemão que
espionava para os ingleses. O espião chega ao posto de bicicleta, à noite,
passa pela alfândega alemã e outros controles e pedala para atravessar a
fronteira. Ouvem-se ordens gritadas, ele
pedala freneticamente, os refletores o
apanham, os fuzis disparam e ele cai morto já na Berlim livre. Esse e vários
outros alemães ou ingleses espionando para a Inglaterra foram presos e mortos
recentemente pelo chefe da Abteilung, Mundt.
Era preciso eliminá-lo. Leamas é
preparado para se tornar o homem que iria eliminar Mundt. Ele é atraído por Fiedler, subchefe da Abteilung
e, portanto, subordinado de Mundt, e convencido, a troco de muito dinheiro a
delatar o Circo de Londres. O que faz com grande sucesso para o subchefe da Abteilung. Mas toda essa estória fora planejada para que
Leamas oferecesse a Mundt, o mais importante colaborador inglês na Alemanha
Oriental, o seu subchefe que havia descoberto que Mundt espionava para os
ingleses. Ao final Fiedler é preso e morto por Mundt; e Leamas e sua amante Liz
seriam libertados. Mas Liz, uma judia, é
morta escalando o muro de Berlim quando era puxada por Leamas. Leamas volta
para salvá-la e também é assassinado.
É um livro de boa leitura, mas não o
recomendo. A tradução não é boa, falta-lhe
conteúdo histórico e contato com a realidade.
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