Na primeira linha das anotações, aparecem, nessa ordem, o número do livro lido, a data em que terminei a leitura, o título do livro e o nome do autor.
529 (2000) – Tuareg – Alberto Vázquez-Figueroa
O livro começa com a chegada de dois visitantes às tendas
da família de Gacel Sayah. Após narrar a
tradição e o respeito devido à hospitalidade dos tuareg e seu conhecimento do
deserto do Saara, o autor descreve a invasão do acampamento por um grupo de
militares que mata um dos hóspedes de Gacel Sayah e leva sequestrado o
outro. A partir daí, contam-se as
aventuras de Gacel para vingar sua honra. Inicialmente, ele mata o guia que
levou os militares a sua tenda em um duelo de espadas, vai ao posto militar e
mata o comandante que assassinou seu visitante.
Após esses feitos, ele desafia o deserto e sobrevive a horrores numa
região de salinas, e finalmente chega ao oásis onde residia a administração da
província. Prende o superintendente e
fica sabendo onde está preso seu hóspede.
Vai ao forte, mata os soldados e liberta seu hóspede. Foge pela terra vazia de Tikdabra, conhecida
somente por muito poucos, e entrega seu hóspede em segurança num país vizinho. Volta
para buscar sua família aprisionada como refém.
Quando o presidente desfila pelas ruas da cidade, Gacel o mata sem saber
que não era mais o antigo presidente, que fora deposto, mas o novo presidente,
exatamente seu hóspede.
É um livro ótimo de se ler, com uma estória muito bem
construída numa região pouco conhecida, o deserto do Saara, e vivenciada por um
povo cujas tradições, conhecimentos e modo de vida são quase ignorados. A trama
do livro é muito bem planejada e escrita; e o desfecho é um dos mais
impactantes que já li.

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