segunda-feira, 24 de julho de 2017

White Gold - W. B. Garvey

Na primeira linha das anotações, aparecem, nessa ordem, o número do livro lido, a data em que terminei a leitura, o título do livro e o nome do autor.



797 (20-07-2017) – White Gold – W.B. Garvey
            Esse livro continua, como o anterior “Panama Fever”, tratando da construção do Canal do Panamá, mas a ênfase agora está no racismo, na discriminação que os trabalhadores jamaicanos, negros, sofrem dos americanos. Os americanos brancos recebem um salário mais alto, em dólar, na escala ouro enquanto os demais recebem pela mesma atividade um salário mais baixo, em moeda local, na escala prata. Crimes puramente raciais são praticados. Um americano criminoso, operador de um guindaste, acerta com o gancho da máquina o rosto de Boy-Boy desfigurando sua face e o prendendo longo tempo no hospital.  Ainda com o maxilar torto retoma seu namoro com Grace, casa-se com ela e estão felizes com a chegada do primeiro filho para alguns meses. Mas, numa noite, ao retornar do trabalho exaustivo, Grace esvai-se em sangue e morre.  Boy-Boy chega de uma quermesse mais tarde e vê sua casa manchada de sangue desde o corredor até a cama do casal. Vai sair desesperado em busca da mulher quando a polícia bate a sua porta e comunica-lhe a morte da esposa.  Mostra-lhe um revólver que ele reconhece ser o de seu sublocatário e é informado de que aquela arma fora encontrada dentro da parede de sua casa e teria assassinado um policial panamenho.  O policial quer saber a quem pertence a arma e qual o seu paradeiro.  Boy-Boy não confessa e é preso. Na prisão desiste de viver, não se alimenta e morre.  Roberson formou-se em engenharia, é um profissional competente e inventor de um sistema mais seguro de frenagem de locomotivas, mas ao substituírem o competente chefe negro da oficina de construção e reparo de peças de locomotiva e barcos, ele também é rebaixado para o setor de controle de estoque com salário mais baixo na classe prata.  Mais tarde ele retorna à Jamaica, após ser preso por policiais panamenhos bêbados, enquanto comemorava com sua amante Isabella a conclusão das obras do Canal em 1914. Volta à Jamaica sem obter o sucesso esperado e encontra sua esposa, que o abandonou no Panamá por não suportar a discriminação vivenciada, morrendo esquálida e arrependida por criar o filho longe do pai por tanto tempo.

            É um livro às vezes difícil de ler pelo vocabulário rebuscado ou nada tradicional, mas as histórias são atraentes. 

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