quinta-feira, 24 de maio de 2018

La Rambla paralela - Fernando Vallejo

Na primeira linha das anotações, aparecem, nessa ordem, o número do livro lido, a data em que terminei a leitura, o título do livro e o nome do autor.

809 (23-05-2018) – La Rambla paralela – Fernando Vallejo
             O fantasma de um velho percorre as ruas de Barcelona. Ou é um velho escritor rememorando um amigo filólogo falecido?   A alma do filólogo se apresenta como se viva fosse e não poupa nada nem ninguém com seus impropérios e reflexões filosóficas sobre os mortos e a morte. O pensamento que melhor ilustra o livro é este: “Vivo de verdade ninguém está, essas são ilusões dos ingênuos. Dia após dia estamos morrendo um pouco. Viver é morrer-se. E morrer-se, em minha modesta opinião, não é mais que acabar-se de morrer”.

            O livro parece mórbido, mas às vezes é engraçado, principalmente quando zomba dos muçulmanos, do papa, do cristianismo, da política colombiana e da feira sobre literatura colombiana para a qual foi convidado a discursar.  A linguagem do livro é poética e concisa como a de um poema.             


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