segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

Visconde do Rio Branco-Notas para sua história – Oiliam José

Na primeira linha das anotações, aparecem, nessa ordem, o número do livro lido, a data em que terminei a leitura, o título do livro e o nome do autor.


817 (11-01-2019) – Visconde do Rio Branco-Notas para sua história – Oiliam José
            D. Irene, esposa de João Primo, emprestou-me esse livro publicado em 1952, encadernado e muito bem conservado.  Eu estava visitando a família, em Monte Celeste, em decorrência do falecimento do Sr. João Crispim Teixeira, o João Primo, meu amigo. Entre um assunto e outro, eu disse que estava escrevendo um livro cujo título seria “Monte Celeste”, onde tive um sítio por mais de trinta anos.  D. Irene, após oferecer-me algumas informações sobre o distrito, trouxe-me esse compêndio que tem sido de grande ajuda na construção histórica de lugares, paisagens e fatos.
                O primeiro capítulo trata dos primitivos habitantes da região da poaia ou ipeca, uma planta medicinal importante no tratamento de doenças das vias respiratórias. Essa área abrangia desde a Aldeia do Chopotó, hoje Visconde do Rio Branco, o alto da Serra de São Geraldo e arredores. Os exploradores, bandeirantes ou colonizadores, segundo capítulo, buscavam ouro, pedras preciosas, mas se contentaram com o comércio da poaia. Trocavam a ipeca colhida pelos índios Coroados, Coropós, Puris e Caetés por cachaça ou missangas. O primeiro desbravador da região foi o Capitão Francisco Pires Farinho que chegou à Aldeia do Chopotó em 1752. Novas levas de colonizadores invadiram a região em busca da poaia, trazendo doenças, crimes, maltrato aos índios e exploração. Os Caetés se rebelaram. Os que sobreviveram à escaramuça foram presos em uma paliçada posteriormente transformada em presídio para malfeitores, exilados políticos, e índios.  O local ficou conhecido como Arraial do Presídio por muitas décadas até ser declarado cidade com o nome de Visconde do Rio Branco.  Outro colonizador importante foi Guido Thomas de Malière, um francês que chegou ao Brasil com a corte de D. João VI, em 1808, e algum tempo depois se encontrava com a esposa no Arraial do Presídio.  Foi nomeado Diretor Geral dos Índios de Minas Gerais em 1824 com a função de apaziguar os bravios Botocudos, do vale do Rio Doce.  Faleceu em sua fazenda na Serra do Onça.  Várias histórias são narradas, completando as informações, o que torna o livro uma importante fonte de conhecimento, de leitura muito agradável.

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