quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

Céu Azul - Júlio Paixão

Na primeira linha das anotações, aparecem, nessa ordem, o número do livro lido, a data em que terminei a leitura, o título do livro e o nome do autor.


816 (25-12-2018) – Céu Azul – Júlio Paixão
            É um livro de trinta e três ótimos contos e um prefácio muito bom sobre como escrever contos, de Wantuelfer Gonçalves. Os contos são tão bons que me fizeram parar a leitura de “The Black Orchestra”, de JJ Toner, que é muito bom de ler, e só retomá-la ao final de “Céu Azul”.  Na verdade são trinta e quatro contos, mas o último, exatamente o que dá título ao livro, pareceu-me fora de época: o cenário não é atual e os diálogos são pouco convincentes.  O tema retrata o ciúme respeitoso do irmão, André, dois anos mais novo, pela noiva e futura esposa do irmão, Rafael.  O casamento rico é muito bem descrito, mas transcorre sem nenhuma turbulência.  Até a Mercedes-Benz presenteada ao noivo parece natural nesse matrimônio. O fecho do conto é interessante. O buquê jogado pela noiva cai no colo de André, distraído, sentado próximo ao palco.  Ele o retém, aceitando a gozação dos amigos.  Aparece a linda Silvinha e lhe pede um ramo de flores para obter um pouco de sua sorte, lhe diz com um olhar e um sorriso que lhe parecem os de sua futura esposa.  Será?  O autor não revela.  Mesmo esse conto, visto com boa vontade, é bom; mas os outros são realmente muito melhores, sem defeito, são ótimos.

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