Na primeira linha das anotações, aparecem, nessa ordem, o número do livro lido, a data em que terminei a leitura, o título do livro e o nome do autor.
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(25-10-2015) – Alan Turing-The Enigma – Andrew Hodges
Alan
Martin Turing nasceu em Londres em 23 de junho de 1912 e suicidou-se com uma maçã
humedecida em cianeto no dia 7 de junho de 1954. Ele foi um grande matemático que havia
publicado um artigo famoso “Computable Numbers” no final da década de 1930 e havia
desenvolvido a lógica e reformulado o conceito de algoritmo ou do processo
mecânico da universal machine de 1936 que se tornou o computador digital de
1945. Portanto ele foi um dos pioneiros
na construção dos primeiros computadores e, ao mesmo tempo, um dos primeiros
matemáticos a escrever um programa executável para computadores, isto é, um
software. Mas foi a aplicação desses
conhecimentos e até mesmo o esforço concentrado da equipe liderada por ele que
permitiram a construção da máquina, quase um computador, que conseguiu quebrar
o código de comunicação nazista, conhecido como Enigma. Esse código, antes de decifrado, tonava os
submarinos alemães, os U-boats indetectáveis.
Também a marinha alemã operava com grande liberdade destruindo mais
embarcações que os aliados conseguiam construir. Após a quebra do código Enigma em 1942 e com
a maior sofisticação da comunicação dos aliados, somadas ao desenvolvimento do
sonar, a frota de submarinos e a esquadra alemã sofreram pesadas perdas. O livro relata que o sucesso da invasão da
Normandia se deve em grande parte a esses elementos. Também informa que o término da guerra
adiantou-se em pelo menos dois anos em decorrência desses progressos. Após a guerra, Alan Turing continuou
trabalhando intensamente na Universidade de Cambridge. Sua morte é explicada no livro como
possivelmente causada pela sua condenação como homossexual e o tratamento
hormonal que enfrentou. Mas deixa a
possibilidade de que a sua incapacidade de conviver no mundo conservador
britânico que via a sua homossexualidade, que ele considerava normal ou em nada
incompatível com uma pessoa normal, como uma doença ou um crime reprimível com
a prisão, o teria levado ao suicídio. O
princípio do livro relata os desenvolvimentos da matemática no fim do século
XIX e princípio do século XX.
Recomendo-o para os leitores interessados em matemática, informática,
quebra do código Enigma, ambiente universitário e social britânico no pré-guerra, durante e pós-guerra
e para aqueles com disposição para enfrentarem muita digressão e prolixidade
distribuídas em mais de 700 páginas.
Me parece que, neste caso, vale mais a pena assistir o filme do que ler o livro.
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