Por que o
Aedes aegypti não infesta a Flórida, nos Estados Unidos?
Erly
Teixeira[1]
Estava procurando uma resposta para
a pergunta acima quando encontrei o artigo da Lizette Alvarez no The New York
Times de 2013. Extraí apenas alguns
excertos do artigo para manter o texto curto. A resposta está na pulverização aérea.
“Flórida, nos Estados Unidos, está em guerra
contra o mosquito da dengue
Lizette Alvarez
The New York Times, Marathon, Flórida (EUA), 05/10/2013
Com um
orçamento de US$ 9,7 milhões, dinheiro que vem de um imposto especial, o
Distrito de Controle de Mosquitos nas Key West, Flórida, Estados Unidos emprega
dois aviões, quatro helicópteros e quase 100 funcionários para detectar os mosquitos
e suas larvas difíceis de ver, rastrear o movimento deles e matá-los. Os mais
comuns são o Aedes sollicitans e o Aedes aegypti.
O
distrito está considerando comprar uma pequena aeronave não tripulada capaz de
usar tecnologia de infravermelho para encontrar poças de água escondidas em
meio ao emaranhado de mangues e mata nas ilhas de difícil acesso. As aeronaves,
que medem aproximadamente 60 centímetros, nunca foram usadas no controle de
mosquitos.
Mais
recentemente, as autoridades usaram uma névoa de pesticida que libera
minúsculas gotículas, que podem flutuar facilmente em pequenos recipientes para
matar as larvas dos mosquitos da dengue. Nova tecnologia permite aos pilotos que
mergulham e ascendem no ar com precisão de virar o estômago, calibrar mais
precisamente as gotículas de pesticida segundo a velocidade e direção do vento.
O
combate aos mosquitos é particularmente desafiador nas Keys e em outras partes
da Flórida, onde grandes áreas de terra são protegidas por regulações
ambientais federais e estaduais. Leis mais rígidas significam que as autoridade
devem formular pesticidas que não agridam o meio ambiente, que não façam mal a
espécies ameaçadas, ao mesmo tempo acompanhando os insetos que se tornam resistentes
a certas fórmulas.”

Nenhum comentário:
Postar um comentário