sábado, 13 de janeiro de 2018

Por que o Aedes aegypti não infesta a Flórida, nos Estados Unidos? - Erly Teixeira

Por que o Aedes aegypti não infesta a Flórida, nos Estados Unidos?
Erly Teixeira[1]

            Estava procurando uma resposta para a pergunta acima quando encontrei o artigo da Lizette Alvarez no The New York Times de 2013.  Extraí apenas alguns excertos do artigo para manter o texto curto.  A resposta está na pulverização aérea.



 “Flórida, nos Estados Unidos, está em guerra contra o mosquito da dengue
Lizette Alvarez
The New York Times, Marathon, Flórida (EUA),  05/10/2013

Com um orçamento de US$ 9,7 milhões, dinheiro que vem de um imposto especial, o Distrito de Controle de Mosquitos nas Key West, Flórida, Estados Unidos emprega dois aviões, quatro helicópteros e quase 100 funcionários para detectar os mosquitos e suas larvas difíceis de ver, rastrear o movimento deles e matá-los. Os mais comuns são o Aedes sollicitans e o Aedes aegypti.  
O distrito está considerando comprar uma pequena aeronave não tripulada capaz de usar tecnologia de infravermelho para encontrar poças de água escondidas em meio ao emaranhado de mangues e mata nas ilhas de difícil acesso. As aeronaves, que medem aproximadamente 60 centímetros, nunca foram usadas no controle de mosquitos.
Mais recentemente, as autoridades usaram uma névoa de pesticida que libera minúsculas gotículas, que podem flutuar facilmente em pequenos recipientes para matar as larvas dos mosquitos da dengue. Nova tecnologia permite aos pilotos que mergulham e ascendem no ar com precisão de virar o estômago, calibrar mais precisamente as gotículas de pesticida segundo a velocidade e direção do vento.
O combate aos mosquitos é particularmente desafiador nas Keys e em outras partes da Flórida, onde grandes áreas de terra são protegidas por regulações ambientais federais e estaduais. Leis mais rígidas significam que as autoridade devem formular pesticidas que não agridam o meio ambiente, que não façam mal a espécies ameaçadas, ao mesmo tempo acompanhando os insetos que se tornam resistentes a certas fórmulas.”



[1] Professor Titular Voluntário da Universidade Federal de Viçosa

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