segunda-feira, 17 de junho de 2019

Mensagens do Vento – Aldo Saettone

Na primeira linha das anotações, aparecem, nessa ordem, o número do livro lido, a data em que terminei a leitura, o título do livro e o nome do autor.

626 (13-01-2009) – Mensagens do Vento – Aldo Saettone
            É muito bom de ler. Faz uma revisão bibliográfica da história e da cultura angolana muito esclarecedora e agradável de ler.  Mas, Esse livro é um romance e, portanto uma obra de ficção. Angola foi descoberta pelo comandante Diogo Cão e apossada por Portugal em 1482.  A história do livro começa em 1969 quando um jornalista brasileiro é enviado pelo seu jornal para cobrir a Guerra de Independência de Angola (1961-74).  Angola ficou independente de Portugal e teve empossado seu primeiro presidente Agostinho Neto em 11-11-1975.  Lá estavam o jornalista brasileiro e as delegações de Portugal, Brasil, Rússia, Cuba e África do Sul.  Cuba e Rússia apoiavam o Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), partido do presidente Agostinho Neto.  A África do Sul, financiada em parte pelos Estados Unidos, apoiava a União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), liderada por Jonas Savimbi. Outro grupo relevante na luta pela independência foi a Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA). Os três grupos buscando o poder se desentenderam e promoveram a Guerra Civil Angolana (1975-2002), saindo vencedor o MPLA.
            O jornalista brasileiro mudou-se de Luanda para Huambo e conta a história de Lupe, a enfermeira portuguesa, e dos médicos cubanos Andrês e Ciboney.  Lupe, trabalhando num hospital do governo, portanto do partido MPLA, por ajudar a dois foragidos da UNITA, foi aprisionada e estuprada pelo assessor do comandante do MPLA.  Os médicos Andrês e Ciboney para vingar Lupe criaram uma forte infecção no ânus e na genitália do assessor.  O general assessor descobriu a trama, depois de recuperado, e organizou um estratagema para ter a médica cubana em suas mãos, e a estuprou. Ciboney morreu no campo de batalha ao ser abandonada pelo general assessor a quem ela teve que atender com leve ferimento. O general, devido ao seu leve ferimento, foi internado no hospital em que o médico Andrês era o cirurgião chefe. Por coincidência ou planejado por Andrês, o leve ferimento do general estuprador infeccionou e os médicos Andrês e Isaque amputaram sua perna, após o que anestesiaram sua língua e amarraram-no à cama e comunicaram-lhe que ele iria morrer.  Ele se esganou tentando gritar e mexer sem consegui-lo e debateu-se até morrer. Outras histórias são relatadas até que a Guerra Civil termine em 2002.

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