626 (13-01-2009) – Mensagens
do Vento – Aldo Saettone
É muito bom de ler. Faz uma revisão bibliográfica da
história e da cultura angolana muito esclarecedora e agradável de ler. Mas, Esse livro é um romance e, portanto uma
obra de ficção. Angola foi descoberta pelo comandante Diogo Cão e apossada por
Portugal em 1482. A história do livro
começa em 1969 quando um jornalista brasileiro é enviado pelo seu jornal para
cobrir a Guerra de Independência de Angola (1961-74). Angola ficou independente de Portugal e teve
empossado seu primeiro presidente Agostinho Neto em 11-11-1975. Lá estavam o jornalista brasileiro e as
delegações de Portugal, Brasil, Rússia, Cuba e África do Sul. Cuba e Rússia apoiavam o Movimento Popular de
Libertação de Angola (MPLA), partido do presidente Agostinho Neto. A África do Sul, financiada em parte pelos
Estados Unidos, apoiava a União
Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), liderada
por Jonas Savimbi. Outro grupo relevante na luta pela independência foi a Frente Nacional de Libertação de Angola
(FNLA). Os três grupos buscando o poder se desentenderam e promoveram a Guerra
Civil Angolana (1975-2002), saindo vencedor o MPLA.
O jornalista brasileiro
mudou-se de Luanda para Huambo e conta a história de Lupe, a enfermeira
portuguesa, e dos médicos cubanos Andrês e Ciboney. Lupe, trabalhando num hospital do governo,
portanto do partido MPLA, por ajudar a dois foragidos da UNITA, foi aprisionada
e estuprada pelo assessor do comandante do MPLA. Os médicos Andrês e Ciboney para vingar Lupe
criaram uma forte infecção no ânus e na genitália do assessor. O general assessor descobriu a trama, depois
de recuperado, e organizou um estratagema para ter a médica cubana em suas mãos,
e a estuprou. Ciboney morreu no campo de batalha ao ser abandonada pelo general
assessor a quem ela teve que atender com leve ferimento. O general, devido ao
seu leve ferimento, foi internado no hospital em que o médico Andrês era o cirurgião
chefe. Por coincidência ou planejado por Andrês, o leve ferimento do general
estuprador infeccionou e os médicos Andrês e Isaque amputaram sua perna, após o
que anestesiaram sua língua e amarraram-no à cama e comunicaram-lhe que ele
iria morrer. Ele se esganou tentando
gritar e mexer sem consegui-lo e debateu-se até morrer. Outras histórias são
relatadas até que a Guerra Civil termine em 2002.
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