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(2005) Realm of the Incas – Victor W.
Von Hagen
As
partes principais do livro são os antecedentes históricos e geográficos; os
povos andinos; o Inca; e as conquistas obtidas na construção de estradas e
pontes, na administração e na guerra. Os
mistérios continuam sem explicação: como trabalharam as pedras imensas com
tamanha perfeição, isto é, como as cortavam e as justapunham; a escrita ou
outra forma de descrever fatos e notícias existiu ou não. O quipu, uma corda com nós, trançada em cores
diferentes, seria essa forma alternativa de arquivar informações e descrever
fatos e notícias? Há até estrofes de
poesias registradas pelos quipus, mas perderam-se os intérpretes e hoje não se
consegue mais traduzi-los. Atahualpa, após
derrotar seu irmão Huáscar, em 1532, na guerra sucessória que se travou, e no
comando de um exército de 50.000 a 80.000 homens, vai ao encontro de Francisco
Pizarro, aceitando o seu convite para visitar os espanhóis ali mesmo em
Cajamarca onde o sapa Atahualpa se encontrava.
Descreve-se a prisão de Atahualpa em decorrência de seu excesso de
confiança ante o diminuto exército de 130 espanhóis a pé e 40 montados que o
convidava. Ele vai ao encontro do
conquistador Francisco Pizarro acompanhado apenas de sua guarda pessoal
desarmada. Conta-se que após ser
recebido por um sacerdote que o convida a aceitar o cristianismo e entrega-lhe uma
bíblia; sem que entendesse a conversa e o livro, joga a bíblia no chão. Ante
tamanho desrespeito os espanhóis avançam sobre ele e o sequestram. Tido como Deus pelos seus súditos, o sapa ou
rei dos Incas não podia ser tocado nem mesmo pela sua guarda ou por seus
soldados. Não podendo ser tocado, não
havia como tirá-lo das mãos dos sequestradores que ameaçavam matá-lo e assim
perdeu-se o império.
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