656 (13-11-2011) – Bardos e Viúvas – Benito
Barreto
Este
é o segundo livro da tetralogia “Saga do Caminho Novo”. O autor se detém na reflexão dos
aterrorizados inconfidentes ante a repressão violenta do Visconde de
Barbacena. O padre Rolim e o líder dos
garimpeiros de diamantes João Costa organizam uma resistência de mais de mil
homens, mas não encontrando quem planejasse os ataques e os motivasse para o
combate se dispersam. O padre Rolim era
a liderança esperada pelos garimpeiros, mas perde tempo precioso, mais de mês,
trancado num quarto, fornicando com a esposa de seu irmão, à guisa de se proteger
da repressão. Os inconfidentes Cláudio
Manoel da Costa, Alvarenga Peixoto, Tomás Antônio Gonzaga, após sessões de
tortura e no ambiente pestilento de suas celas foram a julgamento, mas
acometidos de medo, renegaram seus sonhos de independência e acusaram
Tiradentes de influência conspiratória. As mulheres dos inconfidentes: Marília de
Dirceu, Bárbara Heliodora e Hipólita Jacinta são as heroínas que desafiam as
autoridades acusando-as nas praças e ruas de Ouro Preto pela prisão e morte dos
maridos. Vitórias em batalhas memoráveis,
como a do Cerro, entre garimpeiros e o exército enviado para reprimi-los são
descritas magistralmente no estilo peculiar de Benito Barreto. Essas batalhas surpreendem o leitor que só
via a inconfidência como uma conspiração que terminou com a prisão de todos e o
enforcamento de Tiradentes. Mas ao
contrário, após a prisão dos inconfidentes, houve algumas batalhas vencidas
pelos garimpeiros resistentes. O governo do Visconde de Barbacena só não foi
derrubado por falta de um líder que motivasse e planejasse a tomada do poder em
Minas. A maioria dos inconfidentes
morreu na prisão e os que sobreviveram foram deportados para a África.
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