terça-feira, 12 de abril de 2016

Bardos e Viúvas – Benito Barreto

Na primeira linha das anotações, aparecem, nessa ordem, o número do livro lido, a data em que terminei a leitura, o título do livro e o nome do autor.

656 (13-11-2011) – Bardos e Viúvas – Benito Barreto

Este é o segundo livro da tetralogia “Saga do Caminho Novo”.  O autor se detém na reflexão dos aterrorizados inconfidentes ante a repressão violenta do Visconde de Barbacena.  O padre Rolim e o líder dos garimpeiros de diamantes João Costa organizam uma resistência de mais de mil homens, mas não encontrando quem planejasse os ataques e os motivasse para o combate se dispersam.   O padre Rolim era a liderança esperada pelos garimpeiros, mas perde tempo precioso, mais de mês, trancado num quarto, fornicando com a esposa de seu irmão, à guisa de se proteger da repressão.  Os inconfidentes Cláudio Manoel da Costa, Alvarenga Peixoto, Tomás Antônio Gonzaga, após sessões de tortura e no ambiente pestilento de suas celas foram a julgamento, mas acometidos de medo, renegaram seus sonhos de independência e acusaram Tiradentes de influência conspiratória.  As mulheres dos inconfidentes: Marília de Dirceu, Bárbara Heliodora e Hipólita Jacinta são as heroínas que desafiam as autoridades acusando-as nas praças e ruas de Ouro Preto pela prisão e morte dos maridos.  Vitórias em batalhas memoráveis, como a do Cerro, entre garimpeiros e o exército enviado para reprimi-los são descritas magistralmente no estilo peculiar de Benito Barreto.  Essas batalhas surpreendem o leitor que só via a inconfidência como uma conspiração que terminou com a prisão de todos e o enforcamento de Tiradentes.  Mas ao contrário, após a prisão dos inconfidentes, houve algumas batalhas vencidas pelos garimpeiros resistentes. O governo do Visconde de Barbacena só não foi derrubado por falta de um líder que motivasse e planejasse a tomada do poder em Minas.  A maioria dos inconfidentes morreu na prisão e os que sobreviveram foram deportados para a África.

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