terça-feira, 12 de abril de 2016

Toque de Silêncio em Vila Rica - Benito Barreto

Na primeira linha das anotações, aparecem, nessa ordem, o número do livro lido, a data em que terminei a leitura, o título do livro e o nome do autor.


671 (15-10-2011) – Toque de Silêncio em Vila Rica – Benito Barreto

Este é o terceiro livro da tetralogia “Saga do Caminho Novo”.  Como os anteriores, muito bem feito com o mapa da Estrada Real mostrando o Caminho Novo e o Caminho Velho por onde o ouro e o diamante das Minas Gerais eram escoados para Portugal.  As ilustrações de Januário são muito apropriadas, muito bonitas e muito bem feitas.  O livro começa tendo por título do primeiro capítulo a fala do Montanha, chefe de grande quadrilha que assolava os caminhos de Minas, preso por Tiradentes quando esse era alferes do governo de Minas, mas libertado pelo próprio Tiradentes sob promessa de   parar com os assaltos após essas frases: “...vencido estava e se rendia, mas não se queria em meu lugar... eu prendia um ladrão pequeno, para deixar livre o caminho para os ladrões do Rei passar”.   Como no segundo livro, há muita reflexão sobre a culpa e o medo da punição; a culpa e a motivação do governo para a punição; o tamanho da culpa desproporcional à punição; a culpa dos inconfidentes, o poder absoluto do Visconde de Barbacena, governador das Minas Gerais, a corrupção da polícia, a tortura ,e a morte consentida por esganadura seguida pelo enforcamento do grande poeta e inconfidente Cláudio Manoel da Costa no vão de escada da casa do contratador Rodrigues de Macedo.   O autor destaca nesse livro as viúvas, porque assim se vestem, acusando o Visconde de Barbacena pela prisão e provável morte dos maridos: Bárbara Heliodora, a ex Dorothéia e agora Marília de Dirceu e Hipólita.  Destaca o poeta Cláudio Manoel da Costa sabedor de que o Visconde de Barbacena havia abraçado a causa dos inconfidentes no início do movimento e poderia denunciá-lo aos agentes da Devassa que estavam chegando a Vila Rica.  Sabia também que o Sargento Parada havia matado sua filha e a família dela e os escravos para não ser denunciado pelo roubo na fazenda do poeta em Mariana do ouro dos inconfidentes.  Por essas duas razões foi o poeta Cláudio Manoel da Costa assassinado antes que os agentes da Devassa chegassem em Minas. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário